Ele é farofa hoje, mas já foi gênio. Os 20 anos de “Better Living Through Chemistry”, do Fatboy Slim

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* Norman Cook tinha uma banda fofura, nos concorridos anos 80 do indie inglês, chamada The Housemartins. Era baixista. Daí, na virada dos anos 90, resolveu mudar o nome (várias vezes) para algo mais “divertido” e virar DJ e produtor de música eletrônica. Transformou-se em deus, por um bom período.

No dia 23 de setembro de 1996 foi lançado o absurdo álbum “Better Living Through Chemistry”, que junto com discos do Chemical Brothers e do Prodigy fez a música eletrônica virar fenômeno de massas. Sair de clubinhos e ser tocada em grandes festivais.

A partir deste disco o Fatboy Slim já se apresentou para 250 mil pessoas em Brighton, tocou no Carnaval da Bahia em trio elétrico, fechou Olimpíada, botou um som em clube sertanejo de playboy em São Paulo.

Na verdade uma compilação de músicas espalhadas por Fatboy Slim em singles e coletâneas de inglaterra, “Better Living Through Chemistry” foi feito para ser lançado nos EUA na bombação da música eletrônica. Só que o disco virou febre também para o “público normal” da Inglaterra. E explodiu geral.

O termo “Better Living Through Chemistry” foi adaptado de uma propaganda de 1935 da gigantesca empresa química DuPont. Na real o slogan era “Better Things for Better Living…Through Chemistry. Mas a parte que menciona a química na frase caiu nos anos 80, por causa de associações com o crescimento das drogas sintéticas entre a galera.

Mas era tarde. “Better Living through Chemistry” bombou com Fatboy Slim na década seguinte e ainda foi título de filme relativamente famoso e nome de música do Queens of the Stone Age.

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O disco, lançado pela Skint Records, na época uma espécie de pequena Sub Pop da música eletrônica, bombando a cena com coletâneas incríveis, teve/tem estrondosos hinos de pista, tipo “Going Out of My Head”, “The Weekend Starts Here”, “Everybody Needs a 303” e “Give the Po’ Man a Break”.

A capa do álbum, um disquete de computador, era uma homenagem e uma atualização da capa do single de “Blue Monday”, do New Order, uma das mais marcantes canções de pista da história.

É um verdadeiro retrato jovem de época para uma geração que viveu um tempo espetacular com o britpop, filmes como “Trainspotting” e a Kate Moss nas passarelas (e fora dela).

A história nos conta que depois desse disco o Fatboy Slim lançaria o segundo (verdadeiro primeiro) álbum “You’ve Come a Long Way, Baby” e daí iria bagunçar a “porra toda”.

Tudo isso acima para dizer que “Better Living Through Chemistry” está comemorando agora 20 anos e sendo relançado em edição especial em CD duplo, vinil amarelo, versões raras, inéditas, pôsteres, a coisa toda de sempre.

Vai ser o primeiro disco que eu vou comprar na próxima vez que eu pisar na Inglaterra.

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