Indie como se estivéssemos em 1968. Saiu de surpresa “388”, o novo e bom álbum do The Coral

Banda adorada pelos indiezinhos ingleses, e também pelo Noel Gallagher, o The Coral lançou um novo disco sem anúncio prévio, já considerado “uma volta às raízes”. “388”, 13º álbum da banda, apareceu primeiro em uma edição limitada em vinil enviada discretamente para lojas independentes e agora também está disponível nas plataformas de streaming. O título faz referência à máquina Tascam 388 usada nas gravações.

Formado em Merseyside no fim dos anos 1990, o The Coral surgiu no começo dos anos 2000 como um dos nomes mais particulares da cena britânica, misturando psicodelia, folk, garage rock e pop sessentista em uma discografia que sempre correu por fora. Ao longo de mais de duas décadas, a banda lançou discos como “The Coral”, “Magic and Medicine” e “The Invisible Invasion”, mantendo uma identidade muito própria dentro do rock inglês. Antes de “388”, o trabalho mais recente do grupo tinha sido o elogiado “Sea of Mirrors”, lançado em 2023.

Segundo a banda, o álbum foi inspirado por reggae, pelas coletâneas “Éthiopiques” e por discos produzidos por Joe Meek nos anos 1960. Essas referências ajudam a desenhar o clima do trabalho e se conectam com um caminho mais good vibes que o Coral já vem explorando ao longo da carreira.

A principal faixa apresentada é “Let The Music Play”, a de abertura. Sobre a música, o líder do grupo James Skelly explicou: “A gravação é uma ode ao som das fitas cassete de The Wailers e Lee Scratch Perry que a gente costumava comprar em lojas de segunda mão, no Poundland e em feiras de carro.” Ele também definiu a ideia central da faixa dizendo que: “A música em si é a nossa tentativa de entender o mundo, mas chegando à conclusão de que só a música vai fazer sentido.”

Com o lançamento agora disponível de forma mais ampla, “388” passa a circular tanto no streaming quanto em sua edição física limitada. O clipe de “Let The Music Play” também já foi divulgado.