Há 12 anos, era lançado o "Is This It", dos Strokes. E daí…

>>

* Pegando carona em boa lembrança da “Rolling Stone” americana, hoje faz 12 anos que saiu o primeiro disco dos Strokes, o “Is This It”, álbum que mudou bem nossas vidas, de alguma forma. Os predicados de “Is This It”, como catalisador de transformações na juventude roqueira (ouso dizer que o disco mudou quase que imediatamente a noite de São Paulo, veja você), são vários e a essa altura desnecessários de relembrar. Mas acontece que, coincidentemente, por outros motivos eu conversei recentemente com Gordon Rafael, o cara que aconteceu de produzir o primeiro disco daquela bandinha nova-iorquina de rock de garagem de sujeitos bem nascidos com cara de sujinhos que frequentavam/moravam no LES. A banda iniciante e o disco em si caíram na sua mão. E aconteceu o que aconteceu. Com os Strokes principalmente, com a nova música em geral e, claro, com Rafael. Entre várias questões sobre 2001 e os Strokes e o novo rock, perguntei se, à medida que ele gravava o “Is This It”, ele imaginava o barulho que aquele trabalho iria causar. Veja, Rafael já tinha gravado o EP de três músicas “The Modern Age”, uma “demo tape” de apresentação dos Strokes, que já tinha causado uma pequena comoção indie. O álbum veio rápido graças ao buchicho desse EP.

Os Strokes e as Brahmas em um boteco sujo de Nova York, que encafifou os brasileiros lá por 2001, quando a banda apareceu. Depois, descobriu-se, era coisa do baterista Fabrizio Moretti, que tinha nascido no Rio

E o que Gordon Rafael respondeu é o seguinte: “Eu não tinha se alguém fora daquela sala de gravação iria ouvir uma música dos Strokes. Na verdade, na época eu achava que ninguém ligava para guitarras, porque em Nova York só se falava de DJs e técnico e pop music estúpida (na minha opinião). Então eu fiquei completamente surpreso que os Strokes se tornaram “A Coisa” e logo depois “A Grande Coisa” também para a cultura rock e a música moderna”.

Para “enfeitar” o post, Strokes em 2001 na MTV europeia, mandando ao vivo as fantásticas “The Modern Age”, “Is This It” e “Last Nite”.

>>