
Like a saaaaaaaailor in a big green boat. Popload na Espanha.
Como em time que está ganhando não se mexe, a gente traz aqui novamente, para a cobertura do festival, o grande Anderson Foca, nosso especialista anual do Primavera Sound Barcelona e que ainda faz, em Natal, no Rio Grande do Norte, há muitos anos, o gigantesco festival DoSol. Entre outras dezenas de atividade em torno da música nova brasileira.
O Primavera Sound, que começou pequeno lá na quarta-feira, tinha uma programação gigantesca ontem, quinta, o seu “primeiro dia para valer”. Mas acabou que a tempestade que se abateu sobre o Parc del Forum transformou a programação num dia ainda menor de shows que a quarta. Acontece. O festival anunciou que vai devolver o dinheiro dos ingressos do primeiro dia.
E o Foca explica no seu primeiro diário do PS porque só o Geese sobreviveu à ira do tempo.
Fala, Foca.

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PRIMAVERA SOUND BARCELONA – DIA 1 – O CAOS
Que ironia. Show do Massive Attack cancelado por conta das condições climáticas. Mas daqui a pouco conto a história completa.
Cheguei cedo, munido de capa de chuva e tênis “guenta chuva” de corrida para o primeiro dia de Primavera Sound na arena. A fofoca sobre uma storm que passaria pela região era o assunto do dia.
O Paus de Portugal abriu os trabalhos com um show poderoso, com destaque para o já conhecido “double-drum” que torna tudo ainda mais interessante. Estão em tour de despedida e foi lindo vê-los ao vivo novamente.
Segui para o Blood Orange. Tinha visto de longe no Lollapalooza Brasil neste ano e desta vez vi da cara do gol, com mais atenção. Gostei bem do som, um R&B encontrando o indie falsete de gente como Tame Impala do “Novo Testamento”. Deu bom.
O hype às vezes acerta e o Geese é tudo isso que falam deles, sim. Amei o show, geral cantando tudo e ficou aquela impressão de que eu estava vendo do início uma banda que vai ser muito grande. O tempo contará o resto da história.
Durante o show do Geese a chuva chegou e daí pra frente foi uó. Antes de narrar a saga “Foca na chuva” ainda deu para ver um pedaço dos brabos Agriculture, um deathmetal indie, se é que essa nomanclatura existe por aí. Fato é que curti muito o que deu para ver.
No meio de um dilúvio e sem conseguir tirar o telefone para se informar, rumei aos palcos principais para ver o show que me trouxe ao Primavera Sound deste ano: Massive Attack.
Chegando lá e vi a arena fechada, anúncio de cancelamento dos shows do Alex G e do Mac deMarco e de problemas técnicos com a estrutura por conta da chuva. Um pouco de espera e a segurança evacou a arena principal de shows.
O quadro era o seguinte: uma hora de chuva forte com MUITO vento. O PS é NA PRAIA. O combo não era nada bom para a continuidade dos shows principais.
Esperamos uma hora sem qualquer tipo de informação, Os outros palcos retomaram programação normal e minha turma avaliou que não valia a pena ficar molhado logo no primeiro dia. Resolvemos sair. Nós e metade do festival. Quase 2h depois do horário, o festival sobe informação no app e nas redes que o palco principal voltaria com os três shows finais. No caso do Massive Attack, que era para ter sido às 10 da noite, passaria para 0h30.
Massive Attack confirmado, chance única, molhado e com frio. O que o fã de música faz com uma notícia dessa? Claro, volta correndo para ver os shows.
Voltei com tudo, reprogramei o que iria ver, e fui para a frente do show dos ingleses. Na hora programada na remarcação, nem sinal da equipe técnica da banda no palco. Deixaram o público esperando uma hora para comunicar, de novo via app, que todos os shows do palco principal estavam definitivamente cancelados. Frustração completa.
Nesta sexta não tem chuva prevista, e o line-up me interessa menos que ontem. Vou para ser surpreendido.
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* A foto das meninas na chuva no Primavera Sound é de Jordan Otix, para o jornal espanhol “El Día”
** Lembrando que o Primavera Sound Barcelona 2026 está tendo transmissão ao vivo e reprises aqui.