Popnotas – Radiohead debaixo do Coachella. Diles Que No Me Maten em show único em SP. As cinco bandas do 5 Bandas. A volta do Mars Volta

– A especialíssima banda texana experimental The Mars Volta, grande spin-off do At the Drive in, anunciou uma breve turnê de seus “greatest hits” pelos EUA no segundo semestre. No caso do Mars Volta, hits modo de dizer, né? Tudo vai começar em setembro, dia 8, em Ventura, na Califórnia. No meio dessa minitour vão fazer um show em El Paso, Texas, terra deles, e estão no Louder than Life Festival, em Louisville, Kentucky. Show do Mars Volta em El Paso é daqueles épicos, né? Um deles, o do dia 12/9, em San Antonio, também no Texas, é com o My Chemical Romance.

– Conexão mexicana. A Balaclava Records, em sua versão produtora a mil, anunciou hoje mais um show, único e inédito. O selo traz a São Paulo, para uma apresentação no Bar Alto (Pinheiros) no sábado 22 de agosto, o grupo mexicano Diles Que No Me Maten, quinteto psicodélico para dizer o mínimo, um dos nomes mais incensados do indie latino. A banda é Jonás Derbez, voz e saxofone, Jerónimo García nas guitarras e sintetizadores, Gerardo Ponce também guitarra, Andrés Lupone segura o baixo e Raúl Ponce é responsável pela bateria e percussão. Os ingressos já foram colocados à venda, aqui.

– CENA – Nestes últimos dias foi fechado o line-up total do festival 5 Bandas, que nesta edição vem em parceria com o festival goiano Bananada e acontece na Casa Rockambole, em São Paulo, no dia 26 de abril. O elenco final tem Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo, a banda Raça, o duo experimental Taxidermia (Jadsa e João Meirelles) pelo lado do 5 Bandas. Os goianos Black Drawing Chalks e as cariocas do Vera Fischer Era Clubber completam a bela programação, estes vindos da collab com o Bananada. Os ingressos já estão à venda. O 5 Bandas, o “maior menor festival indie brasileiro”, como costumamos chamar por aqui, é uma iniciativa da plataforma Minuto Indie, capitaneada pelo bravo Alexandre Giglio. O Bananada, de GO e com a assinatura do agitador sem-fim Fabrício Nobre, é um dos maiores festivais da história da música independente brasileira, que curtiu um hiato de alguns anos e volta com tudo agora em 2026 no Centro Oeste, em agosto.

– A história é mais ou menos assim: DEBAIXO do solo californiano que abriga o festival Coachella, que acontece em dois finais de semana cheios a partir do próximo, dia 10, foi construído um BUNKER para abrigar uma instalação audiovisual de grande escala para passar “Kid A Mnesia”, a chamada “movie picture house” de som e imagem dedicada aos dois discos absurdos da banda inglesa Radiohead que dão título ao negócio: “Kid A” e “Amesiac”, respectivamente o quarto e o quinto álbuns do grupo de Thom Yorke. Será uma galeria de arte em forma de filme, músicas e outras obras que foram criadas lá atrás para o mundo virtual mas que agora farão uma tour real por outras poucas cidades depois do Coachella: em maio será exibida no Brooklyn, em NYC, em agosto passa por Chicago, em novembro tem lugar na Cidade do México e depois, no comecinho de 2027, ocupa o Palace of Fine Arts de San Francisco. Segundo o divulgado, “Kid A Mnesia” vai ter no Coachella um subsolo real de 1.580 metros quadrados com tetos de 11,5 metros de altura, enterrado sob os Empire Polo Fields que sediam o Coachella, criado especificamente para a instalação. Para o Coachella, os portadores de ingressos do festival podem reservar seu lugar. Para as outras cidades, é preciso comprar ingresso para o rolê, em horários programados de sessões de duas horas por ticket. Os fãs são convidados a se pré-registrar em kida-mnesia.com, onde serão selecionados aleatoriamente para ter acesso à pré-venda de ingressos.