Com aproximadas quatro décadas de carreira, um não só incansável mas aparentemente bem revigorado Rob Zombie chegou hoje aos streamings com seu surpreendente novo disco, o primeiro em mais de quatro anos.
“The Great Satan” é o oitavo da carreira solo do famoso cantor, produtor e ator americano. E sucessor de “The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy” de 2021.

E, como os singles “Punks and Demons”, “Heathen Days” e “(I’m a) Rock’n’Roller” já indicavam, Rob parece ter redirecionado a mira precisa apontada diretamente para os ouvidos dos fãs da fase “Astro Creep: 2000” (ainda com sua antiga e cultuada banda, White Zombie) e especialmente dos dois primeiros discos da carreira solo.
A volta de Mike Riggs e Blasko, respectivamente guitarrista e baixista que acompanhavam o Zombie exatamente nessa fase solo inicial, justificam muito desse resgate sonoro.
De “F.T.W. 84”, pesadíssima faixa de abertura (e quarto single, que também ganhou o music video hoje, veja abaixo), além de destaques como “Tarantula” e “Black Rat Coffin”, na verdade praticamente todo o disco no geral vem com peso balanceado e recheado com seus samples e grooves de um metal (com um pé no) industrial que transbordam a sonoridade clássica do Rob (White) Zombie.

Mas, é justo dizer, enquanto praticamente todas as resenhas mundo afora tem exaltado mesmo esse retorno ao “old school”, que Zombie nunca abandonou ou perdeu completamente essa sonoridade. E a impressão que fica é a de que muita gente, na verdade, nem prestou tanta atenção nos lançamentos dos últimos anos e que, talvez, o contraste não seja tão grande assim.
A provável diferença principal é que, lapidadas as experimentações e desta vez focando quase que exclusivamente mais no som característico, um bem forte e mais coeso disco acaba ganhando seu merecido lugar de destaque entre os melhores da discografia.
Boa, Zombie!