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* Isso a gente martelou bastante no discurso, mas queríamos ver até onde a prática iria nos favorecer ou jogar contra. Quando pensamos em tentar fazer um festival diferente dos outros festivais, queríamos trazer a ideia de um festival grande num formato pequeno. Melhorar a experiência. Fazer um festival com 14 atrações com jeitão de festa íntima, estrutura grande em lugar nem tanto para que os shows fossem mais bem apresentados, sem distâncias enormes a percorrer de um palco a outro, com comida e bebida suficientes e “fáceis” de serem adquiridas, espaço de convívio decente para a galera etc.
A série de shows Popload Gig começou em 2009 como festival, com bem menos bandas mas com essa intenção. Mas como o nosso fôlego nesse mercado e os tiros ainda eram curtos, tudo em nome da tal experiência, fomos encurtando o formato até que ele virasse um show mesmo. Ou dois.
O Popload Festival do ano passado retomou essa nossa “ambição”, com o The XX encabeçando a história, a banda já e em si colaborando para essa “experiência diferente” que queríamos empregar. E assim o grupo, com “nossa cara”, a cara da Popload, veio pela primeira vez ao Brasil.
Mas foi neste ano, neste último final de semana, que a gente chegou perto de onde queríamos e queremos chegar. Isso encareceu muito os custos, de organização e de ingressos, mas o resultado, para nós e para as 6 mil pessoas que foram, pelo menos a maioria delas nos parece, foi bem satisfatório.
De tudo o que falaram e escreveram sobre o Popload Festival 2014, a gente destaca aqui uma parte da resenha da “Billboard Brasil”, que sintetiza o que buscamos como espaço no meio de tantos festivais que existem em São Paulo, no país.
“Talvez o nome mais procedente para o Popload em vez de festival fosse festa, tamanho o tom lúdico que envolve o evento. Bandas que têm público, mas não são das que lotam estádios, inseridas num conceito que passa longe dos perrengues de festivais. A todo instante, o ambiente estava limpo, não havia filas e a organização foi irretocável. Uma proposta diferente, com público menor, que seria muito frutífera se virasse moda por aqui. Diversão e música sem stress é o lema.”
O festival em si e o que o cercou rolaram bem, na nossa avaliação e segundo o feedback que tivemos, como este acima. Os concertos no metrô durante a semana, a área de alimentação no Audio Club, as ações sociais com ONGs importantes, o pandemônio luminoso-criativo do artista Muti Randolph para o Cubo, o desconto do 99taxis, o caminhão enorme de chope da Heineken e a pergunta geral “Como botaram isso aqui?”, a transmissão ao vivo em TV e internet, pelos canais Bis e Multishow.
Ah, e teve também, e até, show na sexta e no sábado. Tipo os absurdos do Tame Impala, o inacreditavelmente fofo Metronomy, as intempéries cool da musa Cat Power, o excelente Boogarins, Amarante e Jeneci representando com bandaças, o indie Pond, os mágicos do 2ManyDJs, os arrasos rock-eletrônicos de Mixhell, Fatnotronic, Nepal, o su-ce-sso folk do Lumineers e os hit-bagunça das Icona Pop.
O Popload Festival teve ainda a galera, que produziu vídeos ótimos, o fotógrafo Fabrício Vianna, que traduziu muito bem os shows em imagens e a ação com o Instagram Brasil, que fez o festival chegar longe.
Tipo isso:
Kevin Parker e a galera maravilhada com o show do Tame Impala. O melhor do festival? O melhor do ano?
A cara do Audio Club momentos antes de as portas se abrirem para o Popload Festival 2014
O grupo Lumineers não se contentou em tocar apenas no palco
A musa indie Cat Power distribui flores em um de seus dois shows no festival…
…E essa garota recebeu uma
Os sempre geniais 2ManyDJs chacoalhou o Club eletrônico do Popload Festival
A banda mais internacional do Brasil hoje, os goianos do Boogarins, na ginga psicodélica de Dinho
Parece que o povo estava animado no maravilhoso show do Metronomy. Parece
O momento folk-sucesso do Popload Festival foi o showzaço do Lumineers
It’s sensible. It’s sensible. Metronomy foi o principal show do sábado no festival
Eu apostava que vocês eram bonitas na pista de dança. Eu e o Alex
Todas as luzes do show-viagem do Tame Impala na sexta-feira do Popload Festival
A “mistura infernal” do Mixhell, com um dos mais brutais bateristas da história do heavy metal virando astro de clubinho
O mundo iluminado de Muti Randolph foi uma das atrações do Popload Festival 2014
Lo hermano Amarante mandou sua MPB-folk-hippie na sexta do festival
O fumódromo verde do Audio Club, o meio do caminho entre os palcos
Mais Lumineers no meio da galera. O folk vai às massas
** O Popload Festival aconteceu com o patrocínio da cerveja Heineken.
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