Lolla Br 2026 – O que encarar neste domingo no festival de Interlagos, mais conhecido como o “dia do Tyler”

Bom, vai acabar hoje! Estamos chegando na reta final de mais uma edição do Lollapalooza e este domingo fecha o festival com um line-up bem bom. Já foram dois dias subindo e descendo as colinas no Autódromo de Interlagos embaixo de um solzaço, mas este último dia guarda alguns dos melhores shows desta edição.

Aqui vai a nosso raio-x da programação de hoje. Mas vamos poupar o Tyler, the Creator, ok?:

* Royel Otis

Na onda do novo indie rock e dream pop, o duo australiano Royel Otis vem pela primeira vez ao Brasil para tocar no festival. A dupla foi uma das responsáveis pelo revival de “Murder on the Dancefloor”, one-hit wonder da britânica Sophie Ellis-Bextor, com seu cover no programa da rádio Triple J, e essa visibilidade impulsionou seu disco de estreia, “Pratts & Pains” (2024). Na linha do indie feito no quarto, o show da Royel Otis é simples, mas entrega muito e vale a pena conferir para um belo começo de dia de Lolla.

* Djo

Recém-libertado das amarras da série colossal de TV “Stranger Things”, Joe Keery está investindo tudo em sua carreira musical. Sob o pseudônimo Djo, o artista americano tem três álbuns lançados para fazer um show caprichado. O mais recente, “The Crux”, saiu no ano passado e consolida sua sonoridade de indie rock descomplicado. Djo acompanhará Kevin Parker e sua trupe na turnê de verão do Tame Impala nos EUA. Enquanto essas datas não chegam, o artista faz sua primeira passagem pela América Latina nos Lollapaloozas. Com um público bem interessado para vê-lo, aqui que mais curiosos de estar diante do ator do que do band-leader. Mas a música dele até que segura bem.

* Addison Rae

A influencer que se tornou diva pop Addison Rae é o perfeito produto da indústria musical que entrega aquela vibe meio Britney Spears com uma pitada de hyperpop à la Charlie XCX. Dona dos hits “Diet Pepsi” e “Fame is a Gun”, Addison deve brilhar no Lollapalooza Brasil, até porque, ainda que com esse background todo, a música dela é boa mesmo. 

* Turnstile

Com uma das melhores performances ao vivo da atualidade, o sempre incendiário Turnstile é parada obrigatória no Lollapalooza deste ano. A banda de Baltimore está em turnê com seu mais recente disco, “Never Enough”. Lançado no ano passado, este álbum os alçou ao status de uma das maiores bandas de indie- hardcore da atualidade, consolidando uma carreira de mais de 15 anos com sonoridades que representam a nova geração do post-punk, naquele jeitão americano de ser. Só prepare-se para as muitas rodinhas que devem se formar no gramado em frente ao palco Budweiser logo após o pôr do Sol durante o SHOW TODO. Se você estiver de bobeira, vai de arrastão numa delas.

*Lorde

Nossa querida Lorde está de volta em uma nova era e estamos ansiosos por aqui. Sua passagem pelo Popload Festival em 2018 com “Melodroma” mudou vidas. E mudou a história do nosso festival. A artista neozelandesa segue em uma ascensão pop, capturando suas fases em discos. Da última vez que veio para cá, estava em uma “pegada solar”, mas agora Lorde retornou às suas raízes com seu quarto álbum, “Virgin”. Vamos ver como isso se dá ao vivo.

* Papisa

Abrindo o palco principal no último dia de festival, Papisa apresentará repertório focado em seu mais recente disco, “Amor Delírio”. Lançado em 2024, o álbum explora os relacionamentos modernos, com todas suas complexidades, em arranjos bonitos e que serão executados em formato de banda completa no Lolla. 

* Nina Maia 

A jovem artista Nina Maia conquistou um primeiro, mas grande, passo em sua carreira com o seu disco de estreia, “Inteira”, lançado no ano passado. Com letras profundas acompanhadas por arranjos modernos, Nina tem uma intensidade que vai muito além de seus 20 e poucos anos. Ao vivo, com direito a cordas, as músicas crescem e tem uma vibe quase como nossa Rosalía brasileira, permita-nos esse paralelo ousado. 

* Papangu

A banda paraibana de rock experimental, tipo uma mistura única de progressivo, stoner rock e MPB, reforça o aspecto da CENA indie num domingo mais pop de Lollapalooza. O grupo acabou de lançar “Calado (de Olho)”, single que abre os trabalhos para seu próximo, e terceiro, disco de estúdio. Papangu não é lá mais uma novidade na CENA, mas é uma ótima pedida para fãs de Turnstile dar um confere. 

* Tyler, The Creator X Katseye X Peggy Gou

Os horários de domingo não facilitaram a vida do público no terceiro dia de festival. Para além de algumas trocas de palco complexas, como, por exemplo, a correria pra quem quer fazer a sequência Turnstile – Lorde – Tyler, o show inédito do rapper americano foi colocado no mesmo horário do grupo de k-pop Katseye (para a tristeza de muitos pais indies com filhos fã de k-pop que terão que escolher entre seus gostos e agradar as crianças) e chocando também com a ótima DJ sul-coreana e nada k-pop Peggy Gou, que tem um dos melhores sets da atualidade. Será uma escolha difícil para alguns. Mas isso é festival.

* Oruã

A banda carioca liderada pelo agitador Lê Almeida tem um som experimental, definido pelo próprio guitarrista como “indie rock afrojazzy”, que pode surpreender o público que ainda não conhece o grupo. Se você curte a cena experimental internacional e nacional – estamos falando com vocês, fãs de Geese -, o show da Oruã, que não pode ser confundido com o trapper Oruam, é uma das boas pedidas de hoje, nessa composição ótima com Papangu e Turnstile. 

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* Equipe Popload no Lollapalooza: Lúcio Ribeiro, Carolina Andreosi, Fernando Scoczynski Filho, Marcela Andreosi e Vinicius Dota.