Como previsto, Bad Bunny faz história no Super Bowl, nos EUA. Semana que vem ele vem mostrar essa mesma história para nós, em dois show esgotados em SP

A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor.

A gente sabia que o artista porto-riquenho Bad Bunny ia entregar tudo no intervalo do Super Bowl, ontem à noite na Califórnia. E ele foi lá e entregou tudo mesmo.

Absurdamente político, bastante divertido, historicamente simbólico. os 13 minutos da apresentação de Bad Bunny no momento mais valioso e assistido da TV mundial foi lindo demais.

E ainda teve participações de uma galera como Lady Gaga (foi genial aqui), Ricky Martin, Karol G, Cardi B, Pedro Pascal, Jessica Alba, Young Miko.

Sem fazer concessões a sua língua natal no esporte mais yankee possível e homenageando a “América”, mas não só os EUA, Benito Antonio Martínez Ocasio abalou as estruturas sócio-políticas-musicais neste momento tão bagunçado dos EUA, como prevíamos.

Mais do que reafirmar, de modo ofical, a cada vez mais inevitável queda de barreiras linguísticas, na contramão de poíticas dominantes como a do Trump, ele reforça o avanço de uma necessidade de arte plural no mundo inteiro, como a que sua música tão regional e ao mesmo tempo tão global propõe.

A genialidade pode ser muito simples. E nem vamos falar da representatividade das crianças na apresentação do porto-riquenho.

Quanta coisa em 13 minutos de show.

Nossa sorte, a do Brasil, além de nominalmente citados na festa de Bad Bunny ontem, é que o músico se apresenta aqui em São Paulo nos dias 20 e 21 de fevereiro, no majestoso Allianz Parque.

Fique então com o registro completo do Bad Bunny no Super Bowl, ontem nos EUA.