Ao som do Fugazi, Steve Albini vive! Lendária versão de “In on the Kill Taker”, de 1992, ganha vida

O incrível Fugazi abriu um cofre que parecia destinado a ficar fechado para sempre. A banda liberou uma versão engavetada de “In on the Kill Taker”, álbum de 1993, gravada originalmente com Steve Albini um ano antes no Chicago Recording Company e abandonada na época por decisão do próprio grupo. 

O material estava adormecido há décadas e agora aparece como lançamento digital especial, tanto como documento histórico quanto como homenagem direta a Albini, que morreu em 2024, aos 61 anos.

O Fugazi gravou o disco inteiro com Albini em Chicago, com toda a assinatura crua e direta que ele costumava imprimir, mas a banda não ficou satisfeita com o resultado final, veja bem. Em vez de seguir em frente, eles voltaram para Washington, regravaram as músicas e lançaram a versão “oficial” do álbum co-produzida pelo grupo ao lado de Ted Nicely. A tal gravação com Albini ficou como um “e se” eterno, citado aqui e ali, mas nunca realmente disponibilizado para o público.

Agora, esse “e se” ganha forma como “Albini Sessions”, uma edição digital exclusiva vendida via Bandcamp por 10 dólares. E o ponto principal do lançamento não é só matar a curiosidade de quem sempre quis ouvir Fugazi sob o ouvido esperto e genial de Albini, mas também transformar esse arquivo em gesto concreto. Toda a renda vai para a Letters Charity, organização que oferece ajuda direta a famílias em situação de aperto financeiro urgente e que tinha um significado especial para Albini.

As sessões incluem todas as faixas que ele gravou, mixou e finalizou em Chicago e que depois seriam regravadas para a versão definitiva de “In on the Kill Taker”. Ou seja, não é bem uma seleção de sobras, é o disco inteiro em uma realidade paralela, uma versão alternativa.