
Flying Lotus está voltando com música nova e, pelo jeito, com aquele espírito de laboratório caseiro. O inventivo produtor anunciou o EP “Big Mama”, projeto de 7 faixas que sai no dia 6 de março e marca um detalhe simbólico: é a primeira vez que ele lança material novo pelo próprio selo, a Brainfeeder. Para acompanhar o EP, ele também prepara um curta-metragem que sai junto.
A origem de “Big Mama” é bem cinemática. Flying Lotus produziu o EP na Nova Zelândia enquanto trabalhava no seu filme de estreia como diretor, o sci-fi de terror “Ash”, que estreia duas semanas depois, em 21 de março. No meio dessa rotina de set, roteiro e pós-produção, ele decidiu simplificar tudo: em vez de um estúdio cheio de brinquedinhos sonoros, ele resolveu produzir tudo usando só um laptop e um controlador.
A escolha não foi só prática, foi quase uma resposta estética. Ele falou que, num momento em que as faixas parecem cada vez mais “perfeitas” e o som eletrônico vai ficando mais esterilizado, ele quer manter as coisas interessantes e insistir em elementos que sejam “unicamente humanos” dentro da música eletrônica, algo que, segundo ele, está ficando cada vez mais difícil de preservar.
Pelos títulos já dá para perceber que o vai seguir a linha de um universo “meio desenho animado, meio pesadelo digital”, como ele quer fazer parecer. A sequência é “Big Mama”, “Captain Kernel”, “Antelope Onigiri”, “In The Forest – Day”, “Brobobasher”, “Horse Nuke” e “Pink Dream”.
