As muitas celebrações ao vivo do Terno Rei. Em fotos e vídeos
POSTADO DIA 01/07/2026
Enquanto encaramos um frio daqueles por aqui, vemos o pessoal do Hemisfério Norte se preparar para o verão deles, que nem começou e já tá matando gente de calor. E dá-lhe música sobre desejo, dança, praia e paixonites. O mundo gira, literalmente. E sua bastante, dado o que costuma fazer o grupo inglês que abocanhou nosso primeiro lugar.

Você já deve ter percebido que somos um pouco obcecados com a banda inglesa farrenta Fat Dog, né, que se nos permitem cometem um som indie-euro-dance meio barulhento, que “está na moda” nos festivais europeus de verão desde o ano passado, mais ou menos. Enfim… Sobre esta música aqui, que é a faixa-título do novo disco dessa galera de South London (faz todo o sentido geomusical), ela é outro electropop debochado e caótico deles, que foi apresentada ao público (não deles…) durante os shows de estádio que eles andaram abrindo na Europa para o gigante Foo Fighters. Esperto esse Dave Grohl, hein? Pega toda essa história, esse som todo lançado pelo Fat Dog ultimamente, e você vai perceber porque eles são a banda de dance-punk que mais faz suar hoje no planeta. “Se quiser me cancelar, por favor, vá em frente” é a mensagem da letra, que segundo consta é sobre os papinhos de internet de sempre.
Se você conhece a indomesticável banda texana Mars Volta você sabe o que esperar, né? Ou melhor, NUNCA SABE. Os caras, protagonistas master de um certo indie-progressivo, anunciaram nesta semana que vem aí em setembro um disco ao vivo, chamado de “Lucro Sucio; Unfinished Business”, com um recado dado logo no nome meio que tirado do útimo disco deles, “Lucro Sucio; Los Ojos del Vacio”, de onde são essas duas juntas em destaque aqui, adiantando os trabalhos de espera para o ao vivo. A gente deste lado só diz amém, né? É o Mars Volta e com bandas asssim não se questiona muito. Só vai.
O subtítulo da matéria de capa para uma recente reportagem sobre o Man/Woman/Chainsaw no site britânico “NME” não poderia ser melhor: “A banda de art rock agora deixa seu lado pop brilhar”. É fato. O sexteto britânico, dono do melhor nome de banda do mundo hoje, que há alguns anos espalha o caos em seus singles, vem mostrando um lado mais tranquilo na véspera do álbum de estreia, “Cannonball”, previsto para agosto. “Get Up and Dance” tem forte presença dos teclados e do violino em uma letra bem irônica sobre deixar alguém aos seus pés – mais pela provocação do que qualquer outra coisa, pelo visto.
“Offering”, quarto álbum das irmãs franco-cubanas Ibeyi, está passando um pouco à margem do hype, mas é um dos grandes álbuns do ano. Até mereceria posto mais alto neste ranking, mas não queremos floodá-lo de Ibeyi, como achamos que podemos. Talvez seja a dificuldade de divulgação. É o primeiro lançamento independente delas por um selo próprio, Ibeyi Records, embora com distribuição da gigante AWAL. Construído com uma imersão das meninas em sua origem cubana, o álbum traz muito da percussão orgânica para o front das músicas, derrubando a elaboração habitual de tradição como figura representante do passado. Aqui ela é o futuro. E abre margem para as irmãs falarem sobre amor, fragilidade e mudança. A gratidão é um tema recorrente, especialmente posto como chave para entender a importância e o tamanho do agora. Só o agora é capaz de transformar nossas vidas.
Se você ouvir a nova do Dinosaur Jr. e achar que eles voltaram às raízes é porque seu ouvido sobreviveu aos quilos de distorção fornecidos estes anos todos pelo trio formado por J Mascis, Murph e Lou Barlow. É que Mascis descolou o amp de guitarra usado na primeira gravação da banda, permitindo pela primeira vez em eras tirar aquele som único. De resto, é o Dinosaur Jr. de sempre – melódico o suficiente para ser radiofônico e alto o suficiente para ser ejetado rapidamente das rádios pop. “There Near”, décimo terceiro álbum deles, sai em agosto.
Olivia Rodrigo fez um disco conceitual sobre o desdobramento de um relacionamento, Carly Rae Jepsen também vem de conceito. “Day and Night” terá 24 faixas – 12 do lado dia, 12 do lado noturno, um tipo de dobradinha parecida com a proposta pelo seus dois últimos álbuns (“The Loneliest Time” e “The Loveliest Time”). Esta “On Wires” é o primeiro single e um exemplar do lado solar do disco da cantora canadense, com sua construção instrumental grandiosa e orgânica sobre obedecer o desejo. “I wanna be more than friends for the week”, dispensa tradução.
Outro disco que promete ser conceitual é o próximo do Bloc Party: “Anatomy of a Brief Romance”. Nesta anatomia de um romance breve, “Love Bombs” retrata uma paixão avassaladora (e meio assustadora) com o personagem querendo fazer as maiores demonstrações de amor possível – de deixar uma rosa na porta da amada até arrumar um jeito de colocar seu sorriso em um potinho. O título do álbum entrega que essa comoção exagerada não acabará lá muito bem.
O Bring Me The Horizon de Oli Skyes, o maior brasileiro nascido em Ashford, UK, está regravando seu primeiro disco. Diferente de Taylor Swift, por exemplo, que regravou boa parte de sua obra para ter direitos dos fonogramas, os ingleses foram atrás de uma releitura para aperfeiçoar o trabalho. Nessa onda, “Dehumanized” entra como única inédita e uau! É o Bring Me The Horizon peso pesado do começo de novo com as manhas da música pop que marcaram a fase mais recente do grupo. Bem legal.
O Placebo também entrou nessa de voltar ao primeiro álbum. No modelo seguido para esta recriação, Brian Molko e Stefan Olsdal escolheram a palavra “completar” para explicar o processo. O disco original de 1996 está lá, basicamente, pouquíssimas alterações. Daria até para chamar mais de versão remasterizada, já que o som está mais nítido, mais alto. Ou os fanáticos notaram alguma mudança que a gente não percebeu?
A onipresença over-over-over do hit “Open Your Eyes” tirou de vista que o escocês Snow Patrol é uma banda legal e de boas músicas. Normal um hit causar um bode de uma banda, acontece. Diante de um possível ressurgimento do trio com um enorme show previsto para o Crystal Palace Park, em Londres, vale uma revisão. Eles promovem isso ao soltar uma inédita com Kylie Minogue, uma colaboração meio improvável e que funcionou bem pacas.
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* Na vinheta do Top 10, o figura Joe Love, da banda inglesa Fat Dog.
** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.