CENA – Lynn da Quebrada, a nova EVA, fecha o ano com “Quem Soul Eu”

1 - cenatopo19

* “Localizada na transformação”, como bem definiu o anúncio da última música da CENA de um ano tão glorioso para esta CENA, apesar dos pesares, a cantora Lynn da Quebrada, com ajuda preciosa na produção da onipresente Badsista e os beats de Malka Julieta, dá adeus a 2020 com “Quem Soul Eu”, música trabalhada num drama todo pessoal.

“Enviadesci, fui bixa preta, mulher, bixa travesty. Matei e morri. Tenho 30 anos e me pergunto: de todas essas que já fui, neste momento, quem soul eu?”.

A letra de “Quem Soul Eu”, repare na perfeição do costumeiro jogo de palavras tão caro a Lynn, vai além da reflexão dela mesma e atira para uns bons lados também. Fala sobre máscaras caras e máscaras que caem.

“Quem Soul Eu” não é novidade para quem foi a uns bons shows de Lynn em 2019. E, sim, é o segundo registro de seu próximo álbum, de 2021, que vai levar o nome de “Trava Línguas”, que foi nome do último espetáculo da cantora. O primeiro single de seu novo trabalho é “Mate & Morra”, lançado em novembro.

Tem mais explicações boas para “Quem Soul Eu”.

“Mandei mensagem pra Malka Julieta e mostrei, disse que queria um arranjo de cordas que só ela poderia fazer, pois ela foi a primeira pessoa trans a tocar na Sala São Paulo. E com isso atingimos o ponto que queríamos desde o começo”, explica Badsista. “O ‘Trava Línguas’ sempre foi um jogo de três personagens: Linn, eu e o público. E cada vez que essa música acontecia ela acontecia de um jeito diferente. E aí é mesmo complicado pegar algo tão volátil e prensar num molde. Pois fizemos questão que fosse o molde mais bonito que ela podia ter.”.

Ficou assim:

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