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POSTADO DIA 22/07/2026

O Oasis acaba de ganhar mais um daqueles títulos que parecem feitos para alimentar a mística da banda. Em comemoração aos 70 anos da parada oficial de álbuns do Reino Unido, a Official Charts Company revelou pela primeira vez a lista dos maiores discos da história britânica somando vendas físicas, downloads e streaming. E “(What’s the Story) Morning Glory?”, clássico lançado em 1995, foi coroado como o maior álbum de estúdio de todos os tempos no país.
No ranking geral, o disco aparece em terceiro lugar, atrás apenas de duas coletâneas de hits: “Greatest Hits”, do Queen, que lidera a lista, e “Gold – Greatest Hits”, do ABBA, que vem em segundo. Na prática, isso coloca “Morning Glory” acima de qualquer outro álbum de estúdio já lançado no Reino Unido, com 6,2 milhões de unidades computadas nas paradas britânicas até hoje.
É mais um capítulo em um momento em que o Oasis parece ter voltado a ocupar tudo ao mesmo tempo. A reunião de 2025 reacendeu a febre em torno dos Gallagher, “Wonderwall” ganhou nova vida como hino informal da Inglaterra na Copa do Mundo e agora “(What’s the Story) Morning Glory?” aparece oficialmente no alto da história das paradas britânicas. Três décadas depois, o álbum continua funcionando como documento de época, coleção de hits, objeto de nostalgia e música de estádio.
Lançado no auge do britpop e da treta com o Blur, “(What’s the Story) Morning Glory?” é o disco que deu ao mundo, entre outras, “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger”, “Champagne Supernova”, “Some Might Say” e “Roll With It”. Foi ele que levou o Oasis de grande banda britânica a fenômeno cultural, transformando Liam e Noel Gallagher em personagens centrais da música dos anos 90 e colocando Manchester novamente no centro do mapa pop global.
O domínio da banda na lista não para aí. “Definitely Maybe”, estreia da banda lançado em 1994, também aparece entre os 70 maiores álbuns de todos os tempos no Reino Unido, na 39ª posição.
A lista foi divulgada nesta semana, em um momento em que a parada oficial de álbuns do Reino Unido completa 70 anos. Tudo começou em 1956, quando a revista Record Mirror publicou o primeiro ranking e “Songs for Swingin’ Lovers!”, de Frank Sinatra, apareceu como o primeiro número 1 oficial. Desde então, a forma de medir sucesso mudou várias vezes. Downloads passaram a contar em 2006, streams de áudio entraram em 2015 e streams de vídeo foram incorporados em 2023. Mesmo com todas as mudanças, a parada seguiu como uma espécie de termômetro da relação do público britânico com seus discos favoritos.
No topo absoluto da lista está “Greatest Hits”, do Queen, com 7,8 milhões de unidades no Reino Unido. A coletânea do ABBA vem logo atrás, com 7,1 milhões. Depois aparece o Oasis, abrindo o espaço dos álbuns de estúdio e liderando uma forte presença britânica no Top 10. Adele aparece em quarto com “21”, também o maior álbum lançado neste século, enquanto os Beatles surgem em quinto com “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Fleetwood Mac, Pink Floyd, Michael Jackson, Bob Marley & The Wailers e Dire Straits completam as dez primeiras posições.
A Official Charts destacou o feito do Oasis como um dos pontos centrais da celebração. Becca Monahan e Chris Austin, co-diretores interinos da empresa, afirmaram que “(What’s the Story) Morning Glory?” segue como “um disco britânico definidor” e que, três décadas depois, sua escala e influência continuam extraordinárias, unindo gerações, enchendo estádios e servindo de trilha para a vida de muita gente.
A frase não soa exagerada no contexto atual. Em 2026, “Wonderwall” voltou às paradas impulsionada pela Copa, a reunião dos Gallagher ainda reverbera e “Morning Glory” confirma, nos números, aquilo que a cultura pop britânica já vem entregando desde os anos 90.
Olha eles…
